Curiosidades sobre ciência e natureza
Ciência e natureza fornecem fatos que parecem quebrar as regras até você entender o mecanismo. Água quente congelando antes da fria, vidro que escorre, raios mais quentes que a superfície do Sol. Cada curiosidade explica a física ou a química de forma curta e legível, deixa claro quando o efeito ainda é debatido e traz uma fonte para quem quiser a explicação completa em vez da manchete.
Um raio é cerca de cinco vezes mais quente que a superfície do Sol.
O ar no canal de um raio é aquecido a uns 30.000 graus Celsius em alguns milionésimos de segundo. A superfície do Sol tem cerca de 5.500 graus.
A banana é levemente radioativa.
A banana é rica em potássio, e uma pequena parte de todo o potássio é o isótopo radioativo potássio-40. Comer uma banana expõe você a uma dose minúscula de radiação, que os cientistas chamam, de brincadeira, de dose equivalente a uma banana.
Nas condições certas, a água pode ferver e congelar ao mesmo tempo.
A 0,01 grau Celsius e a uma pressão de cerca de seis milésimos da pressão atmosférica normal, a água chega ao seu ponto triplo. Gelo, água líquida e vapor existem juntos, em equilíbrio.
O vidro não é um líquido que escorre devagar, e vidraças antigas não são mais grossas embaixo porque cederam.
A história popular diz que o vidro medieval escorreu para baixo ao longo dos séculos. Na verdade, as vidraças antigas eram feitas girando ou soprando o vidro, o que produzia placas irregulares, e os vidraceiros muitas vezes colocavam a borda grossa para baixo.
O rio Amazonas leva cerca de um quinto de toda a água de rio que deságua nos oceanos do mundo.
A vazão dele é maior que a dos sete maiores rios seguintes somados. A água doce avança tanto mar adentro que os primeiros navegadores conseguiam beber água do oceano a mais de 100 quilômetros da costa.
Todo balão de hélio que você solta vai embora para sempre: o hélio escapa da Terra para o espaço.
O hélio é tão leve que a gravidade da Terra não consegue segurá-lo. Quando ele chega à alta atmosfera, vai se perdendo, e não existe nenhum processo natural na Terra que produza mais dele em quantidade útil.
O diamante e o grafite do lápis são carbono puro.
A única diferença é como os átomos de carbono estão organizados. No diamante, cada átomo está preso de forma rígida a quatro vizinhos numa rede tridimensional; no grafite, os átomos formam camadas planas que deslizam umas sobre as outras — por isso o lápis escreve.
O mar Morto é tão salgado que não dá para afundar nele.
A água tem cerca de 34% de sal, quase dez vezes mais salgada que o oceano, e é bem mais densa que o corpo humano. Quem entra boia como uma rolha e consegue ler um jornal deitado de costas.
O maior deserto da Terra não é o Saara. É a Antártida.
Um deserto é definido pela pouca precipitação, não pelo calor ou pela areia. Boa parte do interior da Antártida recebe menos de 50 milímetros de precipitação por ano, menos que a maior parte do Saara.
Todo arco-íris é um círculo completo. O chão só esconde a metade de baixo.
O arco-íris se forma num ângulo fixo de cerca de 42 graus a partir do ponto diretamente oposto ao Sol. De um avião ou do alto de uma montanha, com chuva abaixo de você, às vezes dá para ver o círculo inteiro.
O som viaja mais de quatro vezes mais rápido na água do que no ar.
No ar, o som anda a cerca de 343 metros por segundo. Na água, ele corre a uns 1.480 metros por segundo, e no aço a cerca de 5.900.
Em algumas condições, a água quente congela mais rápido que a fria — e os cientistas ainda discutem por quê.
O efeito Mpemba leva o nome de um estudante da Tanzânia que percebeu, em 1963, que sua mistura quente de sorvete congelava antes das misturas mais frias dos colegas. Aristóteles já tinha descrito algo parecido 2.000 anos antes.
A Torre Eiffel fica cerca de 15 centímetros mais alta no verão do que no inverno.
A torre é feita de ferro, e o metal se dilata quando esquenta. Num dia quente, o lado voltado para o sol se dilata mais que o lado na sombra, então o topo também se inclina levemente para longe do Sol.
O monte Everest continua crescendo alguns milímetros por ano.
A placa tectônica indiana empurra a placa eurasiática a cerca de cinco centímetros por ano, e o Himalaia é espremido para cima. A altura oficial do Everest foi revisada para 8.848,86 metros em 2020.